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COMBAZE Conselho das Ass. Moradores da Zona de Expansão de Aracaju
Conselho das Associações de Moradores onde UNIÃO FAZ A FORÇA!

25/10/2009 GMT 1

Zona de Expansão = problemas

drummond @ 18:02

Texto: Janaína Cruz / Fotos: Jorge Henrique

Falta de iluminação, transporte coletivo precário, sistema de drenagem das ruas deficiente e barulho de vizinhos que utilizam as residências só nos finais de semana para festas. Estes são alguns dos problemas enfrentados pelos moradores da área que mais cresce em Aracaju, a Zona de Expansão, compreendida entre o bairro Aeroporto e o povoado Mosqueiro. Pelos cálculos do Conselho das Associações de Moradores dos Bairros Aeroporto e Zona de Expansão (Combaze) cerca de 70 mil pessoas vivem no local e o crescimento da população é de 15,5% ao
ano.

“Se incluirmos o bairro Santa Maria, a Zona de Expansão tem mais de 100 mil moradores. Um estudo do Instituto de Arquitetura mostrou que a Zona de Expansão tem um crescimento de 15,5% ao ano, enquanto outros bairros é só de 1,5%”, disse Karina Drummond, uma das diretoras do Combaze. Inclusive a definição da área é uma das reivindicações dos moradores, para que os investimentos do poder público sejam direcionados para o local.

Segundo Karina, quando a prefeitura faz uma obra no Santa Maria diz que está investindo na Zona de Expansão. “Isso causa uma certa confusão. A delimitação dessa área e definição dos bairros é um pleito que procuramos resolver e inclusive levamos para a Câmara de Vereadores”, acrescentou. Ainda conforme os estudos do Combaze, a região tem de 25 a 30 conjuntos habitacionais, alguns deles do Programa de Arrendamento Residencial (PAR), criados há pouco mais de cinco anos.

Apesar de ser a região que mais cresce em Aracaju, as escolas e postos de saúde existentes na área estão longe de suprir a demanda. “Quem mora na Aruana tem que ir para o posto de saúde do Robalo. E pior, se for de ônibus tem que ir primeiro para a Atalaia para então voltar”, reclamou Karina. Somente duas linhas – Aquarius-DIA e Aquarius-Zona Sul – atendem a região. Nos finais de semana o ônibus chega a demorar quase uma hora.

O perigo dos muitos terrenos baldios acaba sendo potencializado à noite, pela falta de iluminação. “As áreas de matagal são grandes e as pessoas acabam sendo assaltadas. Os próprios motoristas de ônibus são vítimas também. A rota de fuga da Petrobras está 100% sem iluminação”, alertou Karina. Na última segunda-feira, houve um incidente no Tecarmo e quem não participou do treinamento, no ano passado, não sabia que o sinal era interno e acabou saindo desesperado de casa, em meio ao escuro da rota.

Outro problema levantado pelos moradores é a questão do som alto. A secretária Manoela Lima mora no Mosqueiro há um ano e meio e diz que isso tira a paz do local. “A falta de respeito é grande”, lamentou. A diretora da Combaze explicou que muitas pessoas têm casas e chácaras na Aruana e no Mosqueiro, mas não moram. Acabam alugando ou emprestando para amigos fazerem festas nos finais de semana. “Incomoda bastante quem mora. Em alguns casos o proprietário nem é localizado”, revelou Karina.

FONTE JORNAL DA CIDADE DE SERGIPE

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