Moradores não querem escola longe
Moradores não querem escola longe
Publicada: 24/10/2009
Moradores dos povoados Robalo, Mosqueiro, São José, Gameleira e Areia Branca, na zona de expansão de Aracaju, estão preocupados com a possibilidade de a Secretaria de Estado da Educação (Seed) construir a única escola de ensino médio da localidade num terreno que fica distante dois quilômetros do povoado mais próximo da área. A construção de um colégio que oferecesse turmas de ensino médio é uma reivindicação antiga da comunidade. No ano passado, foi firmado um termo de ajustamento de conduta no Ministério Público estadual para que o Estado construa uma escola nesses moldes.
Segundo o presidente da Associação Desportiva, Cultural e Ambiental do Robalo (ADCAR), José Firmo dos Santos, o problema é que o terreno onde a Seed pretende construir a escola fica muito distante das residências dos cinco povoados. “O mais próximo, que é a Gameleira, está a uma distância aproximada de dois quilômetros”, disse Firmo. Se o Estado decidir realmente construir nesta área, disse o líder comunitário, os estudantes terão de ir de bicicleta ou de ônibus, porque não há condições de ir a pé.
Os moradores alegam que nessa região da zona de expansão há vários terrenos onde poderia ser construída a escola, facilitando o acesso dos alunos. “Se for para pegar ônibus, é a mesma coisa de os alunos irem estudar no Centro. O que nós queríamos era uma escola na própria comunidade”, afirmou. José Firmo disse ainda que a justificativa da Secretaria de Educação, mesmo diante da resistência da comunidade, é que o terreno é da Companhia Estadual de
Habitação e Obras Públicas (Cehop) e com isso seria mais viável economicamente a construção.
“Eles tentam nos provar que construir em outro local é inviável. Mas vão economizar o dinheiro do
Estado e prejudicar a comunidade de cinco povoados”, ressaltou o presidente da ADCAR.
De acordo com José Firmo, em junho deste ano, os moradores protocolaram um ofício na Seed solicitando que o Estado, antes de construir a escola, observasse outras alternativas e que chamasse os pais e a comunidade escolar para discutir algumas possibilidades, o que, segundo ele, não aconteceu. Como a obra ainda não foi licitada, os moradores estão se mobilizando, na tentativa de reverter os planos da Secretaria de Estado da Educação. “Queríamos que eles entendessem que tudo que for gasto com educação é investimento”, acrescentou Firmo.
Atualmente, existem na comunidade apenas três escolas estaduais, de ensino fundamental. Apenas a José Paulino do Nascimento, no Robalo, e a Leonor Teles, no Mosqueiro, oferecem uma turma de ensino médio, cada.
Área definida
Segundo informações da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Educação, depois de visita a alguns terrenos na zona de expansão, foi definido que a escola de ensino médio será construída numa área entre os povoados Robalo e Gameleira, próximo à subestação da Energisa. Para se chegar à escolha do local, foram observados alguns critérios, uma vez que naquela região algumas áreas são de proteção ambiental. “O terreno foi escolhido com a participação de órgãos ambientais como Adema e Ibama”, disse a assessora de Comunicação da Seed, Ofélia Onias.
O terreno, cedido pela Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas (Cehop), possui uma área de aproximadamente 12 mil metros quadrados. No local será construída uma escola com seis salas de aula, cinco laboratórios de química, física, matemática, ciências e informática. Além disso, o local contará com biblioteca, sala de leitura, refeitório e dependências administrativas.
A obra está orçada em R$ 3,5 milhões, com recursos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE), em parceria com o governo do Estado. Ainda não há previsão de quando as obras serão iniciadas, pois a Seed está concluindo os projetos arquitetônicos e complementares.
Segundo Ofélia, a escola, que irá atender a cinco comunidades da zona de expansão, obedece ao projeto de padrões mínimos de qualidade da Seed.
fonte jornal da cidade

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