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COMBAZE
Conselho das Associações dos Bairros Aeroporto e Zona de Expansão

22/03/2008 GMT 1

Problema de esgoto terá que ser sanado

drummond @ 23:46

Problema de esgoto terá que ser sanado

A Caixa Econômica Federal (CEF) tem um prazo de 30 dias para se reunir com as construtoras e representantes da Empresa Municipal de Obras e Urbanização, Administração Municipal do Meio Ambiente (Adema) e Deso para definirem uma solução para o problema de esgotamento sanitário dos empreendimentos do Programa de Arrendamento Residencial da Aruana. Caso não seja apresentada uma solução, o Ministério Público Federal (MPF) vai ajuizar uma ação civil pública contra a Caixa. Já a Adema tem até hoje para encaminhar ao MPF cópia dos estudos de sondagem do lençol freático relativo aos residenciais existentes na Zona de Expansão de Aracaju.

As decisões foram acordadas na manhã de ontem, durante uma audiência no MPF. A falta de saneamento básico e os constantes problemas com esgotamento sanitário motivaram a reunião. O problema se arrasta há mais de três anos e já foi discutido em diversas reuniões realizadas no Ministério Público Estadual (MPE) e MPF. "Estamos preocupados com a chegada das chuvas. Muitas áreas verdes foram aterradas e precisamos de um projeto de saneamento básico urgente para evitar os alagamentos e outros transtornos no futuro. Estamos cansados de tantas reuniões", disse a diretora do Conselho das Associações de Moradores do Bairro Aeroporto e Zona de Expansão (Combaze), Karina Drummond.

Segundo ela, pela falta de um projeto de saneamento básico, muitos moradores estão ligando as fossas de esgoto para o sistema de águas pluviais, causando acúmulo de esgotos abertos nas portas das casas. "Vou varrer a porta e vem aquele cheiro forte de xixi porque meu vizinho está jogando seu esgoto na porta dele. A maioria está fazendo isso porque não tem outra solução. Quem não tem condições de pagar o caminhão lipa-fossa da Emurb, vai ter que continuar sentindo mau cheiro. É uma questão de saúde pública, mas infelizmente tem que ser assim", reclama a moradora do Residencial Brisa Mar, Rosimar Elias.

"Pagamos contas do arrendamento e IPTU da casa, que é altíssimo. É de ficar revoltado com o poder público. Cadê a Caixa para solucionar esses problemas? Onde está sendo investido o dinheiro público?", questionou ela. Para amenizar a situação dos esgotos, os moradores solicitam o apoio do caminhão limpa-fossa, da Emurb. "Só que eles demoram cerca de oito meses para atender aos pedidos", reclamou a diretora do Combaze.

A Emurb informa que dispõe de apenas um caminhão limpa-fossa, que já tem 30 anos e sempre está quebrado. Na rua Sete, do conjunto Costa Nova II, quase todas as casas fizeram a ligação do esgoto com o sistema de drenagem. Por conta disso, os moradores solicitaram à Caixa, a implantação de uma boca de lobo no local para o escoamento das águas. O MPF deu um prazo de oito dias para a Caixa resolver esse problema.

Para a coordenadora de licenciamento da Adema, Ana Tereza Almeida, o certo seria não permitir a construção de novos empreendimentos na região até que o problema de esgotamento e saneamento básico seja resolvido. "É preciso proibir a construção de novos empreendimentos no local. Alguém de ‘peito’ tem que tomar essa atitude", disparou. Um condomínio residencial que está sendo construído no local está situado a cerca de 1,5 metros acima do Residencial Brisa Mar.

"Quando o inverno chegar, as ruas ficarão alagadas com as chuvas", ressaltou Karina Drummond. De acordo com ela, o sistema de macrodrenagem da zona de expansão de Aracaju, que já está incluso no orçamento de 2008, não resolve o problema de esgotamento sanitário. Como solução paliativa, a coordenadora de licenciamento da Adema pede que os moradores evitem cimentar os quintais e áreas em volta das residências. "É bom deixar uma área verde para facilitar a drenagem", disse.

Além dos transtornos com o sistema de esgotamento sanitário, os moradores dos residenciais do PAR da Aruana também enfrentam problemas com a constante falta de água. Segundo Charles Adriano, da divisão de projetos da Deso, há deficiência no abastecimento de água na zona de expansão pela inviabilidade técnica para o esgotamento sanitário nos projetos previstos para a região. "E a área não está contemplada no plano diretor de esgoto", destacou.

De acordo com Ana Tereza, quando a Deso se manifesta pela inviabilidade técnica, os empreendedores apresentam alternativas particulares, como o sistema de Dafa, por exemplo. Charles Adriano ressalta que já existe um projeto a ser licitado, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para reforçar a distribuição de água na zona de expansão. Nos próximos processos de licenciamento para a construção de novos empreendimentos, a Adema deverá informar à Deso um sistema de tratamento alternativo.

O Combaze convida lideranças, associações e representantes de escolas para participarem do conselho e unir forças para os devidos melhoramentos na zona de expansão da capital. Quem tiver interesse é só acessar o site www.combaze.nireblog.com e deixe um recado. O MPF vai realizar uma nova audiência assim que a Caixa apontar soluções para o saneamento básico da região.

FONTE:JORNAL DA CIDADE
http://www.jornaldacidade.net/noticia.php?id=85185

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