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COMBAZE
Conselho das Associações dos Bairros Aeroporto e Zona de Expansão

20/08/2007 GMT 1

Parabéns ao Jornal da Cidade , com muita competência fez essa reportagem

drummond @ 14:41

sem-titulo.bmp Benefíciodo IPTU não chega ao ROBALO"ZONA DE EXPANSÃO DE ARACAJU"
p>A beleza e suntuosidade das mansões construídas ao longo da rodovia dos Náufragos contrastam com a situação vivida pela maioria dos moradores das ruas de dentro do povoado Robalo, no Mosqueiro. Ruas sem pavimentação, terrenos abandonados, falta de saneamento básico e de segurança. Esses são alguns dos principais problemas apontados pelos moradores, situação que em nada se assemelha ao status de bairro da zona sul da capital.

Quando chove, o que já era difícil fica ainda pior. Com uma enxada na mão debaixo de chuva, a dona de casa Edileuza de Souza Silva, junto com a filha, tenta drenar a água empoçada na rua Manoel J. Chagas, para que não inunde a casa onde mora. "Não tem jeito, tenho que colocar a mão na massa mesmo, para evitar um transtorno maior. Porque como minha casa é mais baixa, se chover muito inunda", disse.

A falta de saneamento básico é uma das principais queixas de quem mora na área. Em outra casa da rua onde mora Edileuza, para entrar somente de barco ou se equilibrando em uma ponte improvisada que sai da casa vizinha. A entrada é um verdadeiro pântano. Com as ruas tomadas pela lama quando chove, só com muita precisão para sair de casa. "Para andar a pé é complicado. Essa falta de estrutura só prejudica a gente que mora aqui", reclama a dona de casa Maria José Silva.

Sem previsão

A má notícia é que por enquanto não existe previsão da obras de infra-estrutura para a área. Segundo o assessor de Comunicação da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), Ademar Queiroz, enquanto as obras definitivas não chegam, a empresa tem feito um trabalho permanente de atendimento. "Quando há solicitação fazemos esse trabalho nas ruas mais críticas, para dar acesso às vias", informou Queiroz. Ontem, uma equipe fazia o trabalho de terraplanagem na rua Cruzeiro do Sul, no povoado Areia Branca, para dar condições de acesso.

A falta de segurança é outro problema listado pelos moradores. Eles dizem que as ruas escuras e insólitas à noite são um convite à marginalidade. Há quem prefira permanecer em casa, temendo ser surpreendido pela ação dos bandidos. Segundo o aposentado José Fernando dos Santos, no bairro todo só há um posto de polícia comunitária para atender ao Mosqueiro, Areia Branca, Robalo, São José e Zenza. "Não tem como atender. É difícil a gente ver um carro de polícia passando por aqui", queixou-se.

Transporte difícil

A reclamação não é nova e há anos os moradores do povoado São José, no Mosqueiro, têm que conviver com ele. Os buracos na rodovia estadual Eduardo Cabral Menezes, principal acesso ao povoado, têm sido a causa dos transtornos para as pessoas que moram na área. Em algumas partes da rodovia ainda dá para ver a capa asfáltica. Em outros, as crateras tomaram completamente conta da pista. Em alguns trechos, só com muita perícia para transitar. Se vierem veículos nos dois sentidos o risco de colisão aumenta, porque, na tentativa de desviar dos buracos, é inevitável a passagem para a outra via.

Com a via em péssimas condições, quem precisa sair ou chegar ao local fica na dependência se os ônibus vão entrar ou não no povoado. Isso porque as linhas de ônibus que deveriam entrar no povoado nem sempre entram, por causa das condições das vias. O motorista Anailton Lopes confirma as dificuldades para entrar com o ônibus no local. "Infelizmente, a gente tem que entrar por causa dos passageiros que moram aqui dentro. Mas dá problema direto nos carros. Todo dia tem que passar pela manutenção", revelou Lopes, referindo-se a problemas na suspensão e feixe de molas.

Mais cedo

Moradora de uma das últimas casas da rodovia, a estudante Letícia Cardoso Santiago sabe bem as dificuldades de morar no local. Como nem sempre os ônibus podem chegar até lá, é comum ela ter que sair de casa mais cedo para ir à escola, para pegar ônibus na pista, um percurso de quase 2,5 quilômetros.

Os 20 minutos de caminhada muitas vezes são os responsáveis pela chegada atrasada à escola. "Para nós que moramos no final da rodovia é mais complicado ainda. A gente não tem culpa de a estrada estar nessa situação. Nem professor nem patrão entende o motivo de a gente chegar atrasada", desabafou.

Há exatamente um ano os moradores fecharam o trânsito na rodovia dos Náufragos para protestar contra as péssimas condições da principal via de acesso à localidade. Apesar de todo o barulho que fizeram e da promessa que conseguiram de que a princípio uma solução paliativa seria dada, até que a definitiva chegasse, pouco ou quase nada mudou. Eles continuam tendo que conviver com a buraqueira nos quase dois quilômetros e meio de rodovia, até chegar à avenida principal.

Balanço

"Andar de ônibus aqui parece um parque de diversões: a gente se balança de um lado para outro", disse a vendedora autônoma Maricélia Souza dos Santos, tentando levar na brincadeira a situação vivida pelos moradores do povoado São José há anos. Ela diz que os ônibus atrasam demais. Os ônibus só entram quando tem algum passageiro para desembarcar. Se não vier ninguém para cá, quem estiver esperando para ir ao Centro, por exemplo, aguarda horas arriscando vir um ônibus ou vai a pé para a pista. Porque eles não entram ou então entram, mas retornam na entrada do sítio Curva do Rio, porque para cá a situação da pista está pior", revelou.

Segundo informações do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER), está em fase de resolução entre a Secretaria de Estado de Infra-Estrutura (Seinfra) e a Emurb a transferência de responsabilidade de administração da rodovia. A proposta inicial do DER é que forneça todo o material asfáltico para a recuperação, enquanto a execução ficaria a cargo da Emurb. Já o assessor de Comunicação da Emurb, Ademar Queiroz, disse que antes de repassar a administração ao município o DER teria se comprometido em recuperar totalmente a rodovia Eduardo Cabral Menezes.

OBSERVAÇÃO;

TEXTO EDJANE OLIVEIRA
FOTO:JORGE HENRIQUE

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