CORRUPÇÃO no Brasil abala luta por direitos humanos, diz Anistia
Qua, 23 Mai, 01h02
SÃO PAULO (Reuters) - Corrupção política e mau uso de verbas públicas no país comprometeram a capacidade das autoridades de garantir os direitos humanos da população, afirmou a Anistia Internacional em relatório divulgado nesta quarta-feira.
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"Investigações de corrupção ressaltaram as ligações diretas e indiretas com a erosão da proteção aos direitos humanos", disse a Anistia, referindo-se ao Brasil, no documento "O Estado dos Direitos Humanos no Mundo".
"Houve amplos relatos de malversação de verbas públicas em todos os níveis do Executivo e Legislativo, algo que diminuiu a capacidade das autoridades de garantir direitos humanos fundamentais através de serviços sociais e aumentou a perda da confiança pública nas instituições do Estado", disse o relatório.
De acordo com Tim Cahill, pesquisador da Anistia sobre o Brasil, "a corrupção e o desvio de verbas limitam a possibilidade dos governos de potencializar os recursos destinados (à preservação) dos direitos humanos".
A entidade citou ainda que o envolvimento de autoridades em atividades criminosas resultou em violações aos direitos humanos e em um aparente avanço do crime organizado por todo o país.
"Autoridades ligadas à lei estiveram aparentemente envolvidas em comércio de drogas, venda de armas e contrabando de armamentos, telefones celulares e drogas para membros de grupos criminosos detidos", afirmou.
AÇÃO DA POLÍCIA
A Anistia aponta também a falta de uma política de segurança pública como fator-chave para os "persistentes altos níveis de violência criminosa".
"Se não houver uma política (de segurança pública) de imediato, o Brasil estará em uma posição perigosíssima", disse Cahill à Reuters.
A organização destaca os ataques do PCC em São Paulo, em 2006, e a morte pela polícia de mais de 1.000 pessoas no país. "Estas mortes raramente foram investigadas, já que foram registradas como 'resistência seguida de morte'."
Em São Paulo, Bahia, Pernambuco e Sergipe assassinatos cometidos por homens mascarados sugerem a existência de "esquadrões da morte", segundo a entidade. No Rio de Janeiro, a Anistia apontou a adoção por parte das autoridades de "táticas militarizadas" para combater gangues de drogas.
Segundo dados oficiais citados pela entidade, nos primeiros meses de 2006, a polícia do Rio de Janeiro matou 807 pessoas, um ligeiro aumento em relação ao ano anterior. Em São Paulo, 528 pessoas foram mortas pela polícia, mais que o total registrado em todo o ano de 2005.
No começo deste mês, a organização já havia criticado a mobilização das Forças Armadas para o Rio e a forma repressiva e violenta da polícia para combater a criminalidade.
Outro ponto nevrálgico destacado pelo grupo em seu mais recente relatório é a "extrema morosidade e ineficácia do sistema judicial" brasileiro, que contribuiria para a impunidade relacionada a violações dos direitos humanos.
Quanto a avanços na proteção aos direitos humanos, a organização menciona progressos do Brasil no combate ao trabalho escravo, mas ressalta que o "problema está longe de ser erradicado". Além disso, cita leis para criminalizar a violência doméstica como um acontecimento positivo no país.
FONTE :http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/070523/manchetes/manchetes_geral_anistia_pol

Do Melhor
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del.icio.us
É importante lembrar que para acabar com a corrupção, o méc, tería de montar uma grade disciplinar de direitos e deveres políticos, iniciando desde o ensino fundamental e médio, com docentes ligados a área do direito, pos só assim poderiamos, nos próximos oito ou nove anos mudar esse quadro.
Importante lembrar, que, as nossas leis, teria que ser formada pelo poder legislativo,executivo, judiciário, e fazer um peblicito ou referendo para aprovação.
Já os nossos políticos, teria que ter só o salário de sua função no qual foi eleito,e o aluguel de um apartamento no caso de não ser de Brasilia, e tambem ser exonerado durante toda sua vida de cargos públicos quando pego em escandalos de corrupção, e ir a juri popular, pagando pelos seus atos sobre reclusão e pena. O caminho é esse não é fácil más tambem não é dificil.
José Alexandre | 21-01-2008 - 16:39:19 GMT 1 #